Professores de Arujá e Santa Isabel aderem à paralisação nacional da educação

Parte da categoria aderiu à paralisação que acontece no dia 15 de maio contra cortes na educação e contra a reforma da previdência

Da redação
Trabalhadores e trabalhadoras da educação básica e superior de todo o Brasil realizarão uma paralisação nacional dia 15 de maio contra o corte de investimentos de cerca de 30% para o setor, conforme anunciado pelo ministro da Educação Abraham Weintraub. O corte coloca em risco a manutenção de diversos cursos de ensino superior, além de inviabilizar a pesquisa em diversas universidades. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões de recursos ficarão congelados e não serão encaminhados às instituições de ensino superior.
O anúncio de paralisação geral foi feito em abril pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e conta com o apoio de diversas centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Sindical Popular Conlutas, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB), Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM) e diversas outras entidades como Centro do Professorado Paulista (CPP), dentre outras.
A APEOESP, sindicato da categoria de professores, realizou a chamada para esta paralisação no dia 26 de abril quando realizou assembleia, além de aprovar como pauta a participação dos docentes na grande greve geral agendada para o próximo dia 14 de junho.
O Sindicato dos Servidores Municipais de Arujá e Região (SINDISMAR) protocolou nas prefeituras de Arujá, Bom Jesus dos Perdões, Igaratá, Nazaré Paulista e Santa Isabel ofício para solicitar que a dispensa de alunos e servidores municipais lotados nas redes municipais em razão da GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO.

MOBILIZAÇÃO CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Outra pauta de reivindicação é a reforma da previdência que estende para 40 anos de contribuição para aposentadoria integral dos professores e idade mínima de 60 anos para ambos os sexos.
Segundo o Presidente da CNTE, Heleno Araújo, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019, do governo de Jair Bolsonaro, tem como objetivo destruir a aposentadoria do povo brasileiro, em especial a das trabalhadoras e a dos trabalhadores da educação. Segundo ele, “a PEC acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos e altera as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores”
A paralisação conta ainda com a adesão da Federação Única dos Petroleiros (FUP) que participará dos atos de mobilização no dia 15 de maio. Em São Paulo, os trabalhadores e trabalhadoras se reunirão às 14h00, em frente ao MASP.